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  PEQUENO PRODUTOR, NEGÓCIO RENTÁVEL - O caso do “Seu” Eurico

O Sr. Eurico Gomes da Costa é proprietário de 62 ha de terra, localizada no município de Montes Claros de Goiás.

Com um rebanho de 22 vacas em lactação e média diária de 4,8 kg/animal/dia, o dono da Fazenda Anicuns mal sobrevivia com a renda do leite.

  

Rebanho do “Seu” Eurico antes da implantação do programa Gestão da Pecuária Leiteira

 

Seu Eurico, não sabia, mas tinha nas mãos uma fábrica de produção de leite, tudo era uma questão de gerenciamento, de organização do seu negócio. Seus animais, todos da raça Girolando, são filhas de touro Holandês, fruto de inseminação artificial.

O que estava acontecendo na vida do “Seu” Eurico era só mais um caso, entre centenas de casos de produtores que não conseguem tirar o devido proveito do seu negócio.

Em outubro de 2006, “Seu” Eurico e o filho Wilian Gomes resolveram entrar para o programa Gestão da Pecuária Leiteira oferecido pelo Senar Goiás, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, que, através de gestões de gerenciamento da propriedade, tem como objetivo aumentar a produção e a produtividade de leite e como conseqüência a rentabilidade da propriedade.


Eurico Gomes da Costa (camiseta branca) seu filho Wilian e o coordenador Rogério Viana do Senar-Go

“Seu” Eurico explica que antes do programa do Senar, tirava leite uma vez por dia e na época da seca tinha vaca que caia e não conseguia levantar. Era muito difícil, ou melhor, desorganizado. Tinha dia que dava vontade de parar com tudo, dizia.

 

NOVOS RUMOS

Depois do programa parece que a cabeça abriu, afirma. Foi orientado pelos instrutores a formar uma área de pasto, com capim mombaça, dividida em piquetes de um hectare, mais um hectare de sorgo e um hectare com cana.

O sorgo era para fazer silo e a cana era para ser misturada com uréia.


Área de capim mombaça dividido em piquetes  Piquete de capim mombaça e sorgo para silagem

 

Das vinte e duas vacas em lactação, ele foi orientado a escolher as dez melhores e colocar nos piquetes de capim – mombaça. O resultado surgiu do dia para noite. De uma média de 4,8 kg/leite/dia o salto foi de 200%. “Seu” Eurico passou a ter uma produtividade média de 14,3 kg/leite/dia. Teve vaca que dava 8 kg e passou para 18 kg. No final do processo saiu de uma produção de 120 kg/dia em apenas uma ordenha, para uma média 350 kg/dia, na seca de 2007 em duas ordenhas.

 


Rebanho leiteiro após implantação do programa           Piquete de capim mombaça

NA PONTA DO LÁPIS

Em setembro do ano passado, já com a casa em ordem, ele percebeu que a ordenha da tarde pagava todos os custos de produção da propriedade e que o leite da primeira ordenha ficava na “sobra”.

Depois da organização, “Seu” Eurico plantou mais um hectare de capim-mombaça e outro de sorgo de onde tirou 50 t de silagem. Atualmente ele conta com três hectares do grão e calcula umas 160 t que já estão no silo trincheira.

Dividiu o rebanho, as melhores vacas vão comer silagem e as outras vão ser alimentadas com  cana mais uréia, concentrado e caroço de algodão.

Enquanto comem silagem ou cana, os 42 piquetes, que antes davam suporte ao rebanho de 20 animais, estão “descansando”.


        Área de sorgo para silagem                               Área de sorgo para silagem

 

Com manejo adequado, não é só a produtividade de leite que aumenta, outros índices passaram a dar respostas positivas.

O intervalo entre partos foi um deles, foi reduzido de 24 meses para 15 meses, com isso veio a antecipação de parição, conseqüentemente mais leite no “balde”, mais lucro para o produtor e melhoria da qualidade do produto produzido com a aquisição de um tanque de resfriamento par 1.500 litros.


    Triturador para cana                 Cana triturada              Tanque resfriamento 1500 l

 

GESTÃO

Rogério Lopes Viana, coordenador do programa, explica que tudo deve ser observado, desde a colocação dos cochos, tamanho, se está ou não próximo da aguada, se o rebanho vai andar muito ou pouco para comer ou beber, em fim, esses são pequenos detalhes que fazem a diferença no final do mês.

Rogério explica que o programa começou em 2003 com o nome de “Rentabilidade Leiteira” e que a partir de 2005 voltou como Gestão da Pecuária de Leite.

Dos 246 municípios goianos, o Senar trabalha esse programa com 30 municípios. Entre janeiro de 2003 e junho de 2008 o Senar Goiás já capacitou 1.069 participantes, com 336 eventos.

 


Dia de campo na propriedade do “Seu” Eurico mostrando as mudanças após o programa

 

 

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